BEM VINDO

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18 dezembro 2008

CASTELÃ DA TRISTEZA








CASTELÃ DA TRISTEZA
Altiva e couraçada de desdém,
Vivo sozinha em meu castelo:
a Dor!
Passa por ele a luz de todo o amor...
E nunca em meu castelo entrou alguém!
Castelã da Tristeza, vês?...
A quem? ...
-- E o meu olhar é interrogador
--Perscruto, ao longe, as sombras do sol-pôr...
Chora o silêncio...
nada...
ninguém vem...
Castelã da Tristeza,
porque choras
Lendo, toda de branco,
um livro de horas,
À sombra rendilhada dos vitrais?...
À noite, debruçada, plas ameias,
Porque rezas baixinho? ...
Porque anseias?...
Que sonho afagam tuas mãos reais?
FLORBELA ESPANCA

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